No fim de ano as viagens em família são frequentes e seu pet não vai querer ficar de fora dessa. Mas, para que o trajeto até o destino das férias transcorra na maior segurança, é importante saber como transportar corretamente seu peludão – seja de carro ou de avião. Confira as nossas dicas!

Por Dalila Magarian

Este ano, a fábrica de automóveis Nissan lançou um modelo especial de SUV especialmente projetado para apaixonados por pets. O carro tem porta-malas inteiramente adaptado para receber cães de todos os portes, além de acessórios (como rampa de acesso e sistema de ducha e secagem) para tornar o passeio ou a viagem junto com os pets mais simples e confortável. O X-Trail 4Dogs ainda não está à venda no Brasil, mas ninguém precisa ter o possante na garagem para transportar, com segurança, os peludos de estimação. O mais importante é pensar no bem-estar do animal e, claro, usar o bom senso.

Se você vai viajar de carro, vale a pena conferir, antes, as normas de trânsito. Isso porque pouca gente sabe que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina algumas regras para o trânsito de cães e gatos em automóveis. Por exemplo? É proibido deixar o animal com a cabeça fora da janela. Embora todo mundo ache lindo ver as orelhinhas (ou orelhonas) balançarem ao vento, esse hábito pode ser perigoso para o animal (que pode acabar com uma otite ou olhos irritados) e, também, para os motoristas, tanto por conta da distração, como pelo risco de colisão. Outra norma que costuma ser ignorada por muitos motoristas é sobre manter o amigão no colo ou do lado esquerdo, seja no chão do veículo ou entre os braços e as pernas. Além do pagamento de multa, essa conduta pode render ao infrator quatro pontos na carteira ou até mais, em caso de reincidência.

O arquiteto carioca Hamilton Tenorio, dono de uma yorkshire de quatro anos, costuma viajar de carro com sua cadelinha Aysha. “Ela é muito comportada e fica quietinha no banco de trás”, comenta. Segundo ele, Aysha também adora viajar no colo do técnico de enfermagem Marcelo Manoel, seu outro “pai”, sem causar nenhum problema. Embora esse comportamento não seja proibido, a recomendação dos especialistas é que os pets sejam transportados em cadeiras especiais, ou dentro de caixas próprias para essa finalidade. “Uma freada repentina pode fazer um animal de 5kg ser arremessado diretamente para o para-brisa, mesmo em baixa velocidade, como se pesasse mais de 300kg”, esclarece o professor de física Aguinaldo Guimarães, de São Paulo. De acordo com o físico, se o veículo estiver a 60km/h, o impacto pode chegar a 700kg. Melhor não arriscar, não é?

O arquiteto Hamilton em viagem de férias com a pequena Aysha

As petshops oferecem diversas opções para tutores interessados em levar seus peludos no carro, como assentos e cadeirinhas. Os valores variam de R$100,00 a R$ 200,00. A recomendação é que o animal fique preso a esses acessórios por meio de coleira do tipo peitoral, para maior segurança e conforto. As coleiras de pescoço devem ser evitadas, por oferecem risco de enforcamento.

A empresa ZuGoPet (www.zugopet.com) oferece um novo equipamento patenteado para ser acoplado ao cinto de segurança do próprio carro. O animal (até 12kg) fica preso no encosto do banco do carona, em altura que permite enxergar os arredores – assim, ele curte o movimento. O The Rocketeer Pack custa $150, sem contar o valor do frete para o Brasil. A empresa também oferece bolsas de transporte personalizadas (como a The Jetsetter) que podem ser fixadas tanto no carro quanto na alça de malas e até mesmo levadas dentro da cabine do avião.

O acessório para automóveis “The Rocketeer Pack” é vendido nos EUA por 150 dólares

 

PELOS ARES

Aliás, quem viaja de avião e não quer ficar longe de seu cão ou gato também precisa ficar atento às normas estabelecidas pelas companhias aéreas. Todas elas exigem, sem exceção, apresentar a carteira de vacinação em dia e um atestado de saúde. Os animais precisam viajar dentro de caixas, inclusive se estiverem na cabine, junto de seus donos. Nesse caso, eles são aceitos apenas na classe econômica (e não na primeira classe ou classe executiva). A veterinária Angélica Lima, que integra a rede PETIEST, recomenda forrar a caixa com tapete higiênico e deixar uma peça de roupa do tutor junto do pet, para que ele se sinta seguro. “O tamanho da caixa também é muito importante. O animal deve conseguir ficar de pé e se movimentar”, esclarece a veterinária. O ideal é que o voo não seja de longa duração, mas, se isso não for possível, o animal deve ser bem hidratado. Passear e brincar com ele antes do embarque pode ajudar a diminuir a ansiedade. Medicamentos (tais como calmantes) não devem ser ministrados aos animais, pois podem provocar enjoos e outros desconfortos, ou até mesmo um efeito reverso.

Agora, se você faz muita questão de viajar agarradinho com seu pet, pode tentar comprar um bilhete da Japan Airlines. Essa companhia aérea lançou um serviço especial, que permite a seus passageiros voarem com seus peludos caninos na cabine principal, fora das caixas. O serviço de fretamento recebeu o nome de “Wan Wan jet” (Au Au jet). O voo parte de Narita, perto de Tóquio, para Kagoshima, no sudoeste do Japão. Por 1,037 libras (aproximadamente 4 mil reais), o pacote turístico oferece, além das passagens aéreas, hospedagem e passeios turísticos por três dias, em locais pet friendly. Bacana!