Alguns pets são mais vorazes, outros fazem charme na hora de comer. Descubra, aqui, como deixar o estômago do seu pet sempre feliz!

Por Dalila Magarian

 

Tem coisa mais agradável do que ver o pet feliz na hora da refeição? Alguns se mostram afoitos, outros chegam até o prato de mansinho e começam por beliscar um bocado aqui, outro ali. Invariavelmente, esse é o momento em que cães e gatos se sentem recompensados e verdadeiramente amados por seus tutores. O mais importante é que, bem-nutridos, cães e gatos podem ter uma vida longa e, ainda, mais ativa. Por isso, cuidar bem da alimentação do animal faz toda a diferença.
Dona de um beagle de 16 anos, a designer Simone Spitzcovsky sempre alimentou seu peludo com ração de boa qualidade. Mas, desde o ano passado, quando Anakin apresentou um quadro de pancreatite, o veterinário a orientou a substituir o alimento seco por arroz com carne moída – tudo preparado sem gordura. “De vez em quando também ofereço alguns petiscos, mas apenas quando recebo amigos em casa. Assim, ele mantém um bom relacionamento com os visitantes”, comenta. A pancreatite é uma doença inflamatória que faz o abdômen do cão ficar inchado e enrijecido. As causas são variadas, como diabetes, obesidade, hipotireoidismo e idade avançada.

A designer Simone Spitzcosky e seu beagle Anakin

O pequeno pintcher Tuko, de 10 anos, companheirinho da cantora Rosa Wilma Marin Soria, de São Paulo, também é alimentado com ração de marca premium, mas não rejeita a carne moída, quando ela aparece no pratinho. Já Lince, vira-lata de Kinn, filho de Rosa, que se tornou a nova membro da família desde o Natal, precisou ser alimentada com uma mistura de legumes, frango e arroz nos primeiros dias. “Provavelmente, por ter sido abandonada, ela não estava acostumada a comer ração. Felizmente, em poucos dias passou a gostar da mesma marca do Tuko”, comemora.

A cantora Rosa Wilma e o pequeno Tuko

Kinn e a vira-lata Lince, nova paixão da família

CUIDADOS ESPECIAIS
De acordo com os especialistas, a ração é, ainda, a melhor opção para cães e gatos, pois todos os nutrientes são balanceados de acordo com as necessidades do animal. Contudo, vale a pena fazer uso de marcas confiáveis e, preferencialmente, daquelas que oferecem rações diversas para cada tipo de raça. Observe, no rótulo, se o alimento é rico em proteínas e lipídios e com baixo teor de carboidrato. Algumas rações modernas também são do tipo “grain free”, ou seja, livres de grãos, como o milho, e de cereais, como aveia e o trigo, que fazem parte da maioria das rações comuns para pets. Nos produtos grain free, são utilizadas outras fontes de energia, como a mandioca. Por isso, são rações consideradas “glúten free”. Essa novidade, contudo, deve ser indicada apenas por veterinários, e para animais que pedem cuidados nutricionais específicos.
Assim como os humanos, os pets também podem desenvolver diabetes. “O açúcar pode provocar inúmeros problemas, principalmente obesidade e rejeição a alimentos mais saudáveis à saúde do animal”, explica o veterinário Marcello Machado, consultor da Total Alimentos. Segundo o especialista, os tutores não devem oferecer nenhum tipo de doce, sejam eles caseiros ou industrializados, e, principalmente, chocolates. “O chocolate é tóxico para cães e também para os gatos. A substância chamada teobromina, presente no cacau, pode causar intoxicações, vômitos e diarreia”, ressalta o doutor Marcello.
GATOS, OS EXIGENTES
Quem é “gaiteiro” sabe que os felinos são donos de um paladar exigente. Por serem verdadeiros carnívoros, os bichanos selecionam com rigor os alimentos e, quando não gostam, esnobam o pratinho sem choro nem vela. “Isso acontece porque eles escolhem os alimentos pelo olfato e preferem aqueles que apresentem em sua composição ingredientes de origem animal”, explica o veterinário René Rodrigues Junior, de São Paulo. A educação alimentar deve começar com o gato ainda filhote. “O tutor deve oferecer sabores diversos, acostumando o gatinho aos diferentes paladares e tipos de alimentos, sempre com orientação”, acrescenta o doutor René. Para o gato adulto que não passou pela adaptação quando filhote, se tornando seriamente seletivo, existem, no mercado, produtos específicos. “Gatos com paladar caprichoso aceitam bem alimentos elaborados com ingredientes nobres e proteína mais saborosa, como o atum”, esclarece.

Os gatos são verdadeiros “gourmets”

Finalmente, vale lembrar que não é apenas o tipo de ração ou alimento que faz a diferença para refeições saudáveis. É importante colocar a comida no pratinho sempre no mesmo horário e, se possível, fazer companhia para o pet enquanto ele começa a comer, a fim de incentivá-lo. Depois, recolha o que sobrou, a fim de que ele aprenda a respeitar a rotina. Mantenha água fresca e limpa por perto, pois ele pode sentir sede. E, assim como os humanos, um bom descanso sempre cai bem com o estômago cheio. Viva a siesta!